Como Militares Ganharam Protagonismo Inédito No Brasil

12 May 2019 00:53
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<h1>Produtor Rural Deve Declarar At&eacute; trinta De Abril</h1>

<p>Era uma sexta-feira, o quinto dia da greve dos caminhoneiros. MARCELO CALERO 4560 recess&atilde;o de abastecimento se agravava. Nos postos de gasolina, as filas cresciam. Nos supermercados, prateleiras de produtos n&atilde;o perec&iacute;veis estavam vazias. Os caminhoneiros haviam desconsiderado o acordo anunciado pelo governo. Foi por este clima que o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, anunciou, naquela noite, que o presidente Temer entregaria a tarefa de liberar as rodovias bloqueadas &agrave;s For&ccedil;as Armadas. A Constitui&ccedil;&atilde;o prev&ecirc; a probabilidade de uma interven&ccedil;&atilde;o militar? Por interm&eacute;dio de um decreto, lan&ccedil;ando uma opera&ccedil;&atilde;o de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), o governo determinava uma fun&ccedil;&atilde;o militar com atua&ccedil;&atilde;o em todo o territ&oacute;rio nacional, coordenada pelo general Sergio Etchegoyen, ministro do GSI (Gabinete de Seguran&ccedil;a Institucional).</p>

<p>A partir da&iacute;, coube a um almirante, Ademir Sobrinho, chefe do Estado Maior Conjunto, comunicar diariamente a popula&ccedil;&atilde;o brasileira a respeito da circunst&acirc;ncia do abastecimento de aeroportos e servi&ccedil;os p&uacute;blicos importantes, como sa&uacute;de, seguran&ccedil;a p&uacute;blica e energia. Essa tend&ecirc;ncia, que neste instante se mostrava em nomea&ccedil;&otilde;es pra cargos estrat&eacute;gicos, no jeito frequente a opera&ccedil;&otilde;es de GLO e pela interven&ccedil;&atilde;o federal pela seguran&ccedil;a p&uacute;blica do Rio, ficou escancarada ao longo da paralisa&ccedil;&atilde;o dos caminhoneiros.</p>

<p>Assim como &eacute; um militar o Secret&aacute;rio Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, e a Funai (Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio) chegou a ser comandada por outro, general Franklimberg Ribeiro Freitas. Especialistas ouvidos na BBC avaliam que isto aconteceu gra&ccedil;as a caracter&iacute;sticas do governo Temer e ao instante por que passa o pa&iacute;s.</p>

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<p>Eles dizem que este protagonismo militar aumenta &agrave; propor&ccedil;&atilde;o que a crise do sistema pol&iacute;tico se agrava e que o governo com a pior avalia&ccedil;&atilde;o das &uacute;ltimas d&eacute;cadas se apoia no prest&iacute;gio de que gozam as For&ccedil;as Armadas. Mestrado &agrave; Dist&acirc;ncia Datafolha feita em julho de 2017 contou que as For&ccedil;as Armadas s&atilde;o a entidade em que brasileiros depositam mais firmeza no na&ccedil;&atilde;o hoje, durante o tempo que o Congresso, a Presid&ecirc;ncia e os partidos pol&iacute;ticos ca&iacute;ram em descr&eacute;dito.</p>

<p>O governo do presidente Temer, por tua vez, &eacute; considerado p&eacute;ssimo ou p&eacute;ssimo por 70% dos brasileiros, tamb&eacute;m segundo o Datafolha. Ainda antes da conclus&atilde;o do m&eacute;todo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), apresentaram-se ind&iacute;cios de que nos bastidores do poder se buscava envolver os militares nos rumos pol&iacute;ticos do pa&iacute;s. Segundo Juc&aacute;, estava &quot;tudo sereno&quot; e os militares iriam &quot;proporcionar&quot;.</p>

<p>Etchegoyen passou a ser uma das vozes mais influentes do c&iacute;rculo do presidente, segundo pessoas pr&oacute;ximas a Temer. Teve papel relevante no decreto de interven&ccedil;&atilde;o no Rio e atuou em crises como a dos refugiados venezuelanos em Roraima e a greve dos caminhoneiros. Por&eacute;m foi a nomea&ccedil;&atilde;o, em fevereiro de O Concurso P&uacute;blico E A Chance De Fazer Diferen&ccedil;a , do general Joaquim Silva e Luna pro Minist&eacute;rio da Defesa que provocou mais rea&ccedil;&otilde;es negativas daqueles que veem como exagerado o papel concedido a militares no governo Temer. FGV (Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas) Claudio Couto.</p>

<p>Couto EaD: Saiba O Que S&atilde;o Moocs o governo de Jos&eacute; Sarney (1985-1990) bem como ficou marcado pela interven&ccedil;&atilde;o das For&ccedil;as Armadas: &quot;Era um governo com prote&ccedil;&atilde;o militar&quot;, diz o pesquisador. Primeiro presidente ap&oacute;s a ditadura, Sarney era vice de Tancredo Neves, que morreu antes de tomar posse, e era do PDS (Partido Democr&aacute;tico Social), herdeiro do Arena, partido que apoiava o regime ditatorial antes do seu t&eacute;rmino. Jo&atilde;o Roberto Martins Filho, professor da UFSCar (Institui&ccedil;&atilde;o Federal de S&atilde;o Carlos), que se dedica h&aacute; d&eacute;cadas a estudar os militares.</p>

<p>No c&iacute;rculo de ministro mais pr&oacute;ximos a Temer, as For&ccedil;as Armadas t&ecirc;m o entusiasmo de Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa e hoje chefe do Minist&eacute;rio Inesperado de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. Como ministro da Defesa, assinou, pr&oacute;ximo com Temer e os ministros Etchegoyen, Carlos Marun (Secretaria de Governo) e Torquato Jardim (Justi&ccedil;a), o decreto de interven&ccedil;&atilde;o federal pela seguran&ccedil;a p&uacute;blica do Rio.</p>

<p>Foi nomeado pro cargo de interventor o general Walter Souza Braga Netto. A propor&ccedil;&atilde;o bem como colocou um militar, o general Richard Fernandez Nunes, no cargo de secret&aacute;rio de Seguran&ccedil;a do Estado. O Ex&eacute;rcito, que antes dava suporte &agrave;s opera&ccedil;&otilde;es conjuntas, passou dessa forma a comandar a seguran&ccedil;a do Rio. Jungmann &eacute; defensor da transfer&ecirc;ncia de recursos federais pra opera&ccedil;&otilde;es de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), que v&ecirc;m sendo usadas com periodicidade pra suprimir inc&ecirc;ndios pela seguran&ccedil;a p&uacute;blica. A cada vez que uma GLO &eacute; expedida, o governo federal pode, mesmo quando n&atilde;o seja regra, transferir recursos para a Defesa.</p>

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